O token nativo HYPE da Hyperliquid subiu 101% no acumulado do ano, enquanto o Bitcoin caiu 12% no mesmo período. A diferença ressalta a desvinculação entre o desempenho da plataforma e o cripto tradicional.
Analistas destacam que a Hyperliquid migrou de uma exchange de contratos perpétuos para uma plataforma multiativos com foco em ativos reais, mercados pré-IPO e infraestrutura financeira global.
Matt Hougan, CIO da Bitwise, afirmou em redes sociais que a Hyperliquid está subvalorizada, ao apontar o mercado global de ativos em US$ 600 trilhões e chamá-la de “superaplicativo”.
Matthew Pinnock, COO da Altura DeFi, disse que o Bitcoin funciona como ativo de reserva macro, com preço ligado a políticas monetárias, ETF e liquidez, enquanto o HYPE é precificado como infraestrutura de alto crescimento.
Impulsionadores da Hyperliquid
A plataforma já emergiu como geradora de taxas no mercado de cripto, atingindo US$ 255 milhões de receita acumulada no ano, volume superior ao das duas próximas plataformas juntas.
Quase toda a receita vem das taxas de negociação de contratos perpétuos, com cerca de 97% recomprado aos detentores de HYPE por meio de operações no mercado aberto. A Hyperliquid representa 43% das taxas de blockchain.
O desempenho do HYPE é atribuído à tokenização de ativos reais, incluindo índices e commodities, que passaram a atrair demanda conforme a turbulência geopolítica.
O interesse por ativos do mundo real na Hyperliquid atingiu US$ 2,6 bilhões em juros abertos, um recorde, segundo a própria plataforma.
HIP-3, HIP-4 e perspectivas
O HIP-3 registrou mais de US$ 120 bilhões em volume para empresas pré-IPO, como SpaceX, Anthropic e OpenAI. O HIP-4 deve ampliar o alcance com produtos estruturados e mercados de previsão.
Recentemente, 21Shares e Bitwise requisitaram ETFs da Hyperliquid, com a Bitwise sinalizando alocar 10% da taxa de administração para compra de HYPE.
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