O iFood abriu uma ação na Justiça de São Paulo contra a Keeta e sua controladora, a chinesa Meituan, por concorrência desleal e espionagem empresarial. A empresa brasileira acusa venda de informações estratégicas mediante remuneração expressiva.
Segundo o processo, dezenas de consultorias, nacionais e estrangeiras, teriam atuado para obter dados sensíveis do iFood durante a preparação da entrada da Keeta no mercado brasileiro. Mais de 30 firmas teriam assediado cerca de 140 funcionários.
A Keeta nega as acusações e afirma não ter sido notificada, além de sustentar que não contrata terceiros para abordar pessoas para esse fim. A empresa também ressalta cumprir a LGPD e possuir políticas de uso de dados.
Contexto da disputa
O documento aponta que a maioria dessas consultorias teria ligação com a China, e que as abordagens ocorreram antes da entrada da Keeta no Brasil. A ação cita reuniões pagas envolvendo um funcionário e pessoas com e-mails ligados à Meituan.
A Keeta afirma que ao menos oito restaurantes foram contatados por quem se apresentava como funcionário da empresa, com credenciais falsas, com o objetivo de coletar dados como pedidos, pagamentos e contratos.
Reações e próximos passos
O iFood pediu a condenação da Keeta por concorrência desleal e indenização por danos morais de 1 milhão de reais, além de danos materiais a valorar após a liquidação. A Keeta permanece à disposição para colaborar com autoridades.
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