Meta demite 10% da força de trabalho em rodada global, cerca de 8 mil funcionários, para priorizar a inteligência artificial. A medida foi anunciada em 20 de maio de 2026, em ritmo de reestruturação que também realocou 7 mil colaboradores para iniciativas de IA. A informação é apontada pelo The New York Times.
A demissão atinge múltiplos países, incluindo Singapura, Reino Unido e Estados Unidos. Executivos comunicaram aos trabalhadores, em abril, que o corte começaria nesta data, com foco no desenvolvimento de IA e na ampliação de investimentos no setor.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem reiterado planos de investir fortemente em IA. A empresa anunciou, em abril, um aporte estimado entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões para 2026, principalmente voltado à IA, com a meta de criar avanços como assistentes alimentados por essa tecnologia.
Funcionários também relatam resistência ao foco da empresa em IA. Segundo o NYT, mais de mil trabalhadores assinaram uma petição para interromper um programa de rastreamento de dados para IA, que coleta informações de mouse, clique e teclado de usuários nos EUA para treinar modelos.
Outras big techs também anunciaram demissões para reforçar IA, como Cisco, Microsoft, Block e Coinbase, conforme reportado pela imprensa. As mudanças refletem a tendência de reduzir quadro humano em busca de maior automação e capacidades de IA.
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