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Presidente do HSBC orienta não lutar contra a IA

Presidente do HSBC afirma que IA criará versões mais produtivas dos empregados, enquanto o Standard Chartered planeja demitir cerca de oito mil

Logotipo do HSBC no distrito financeiro Central em Hong Kong
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O HSBC pediu aos seus funcionários nesta quarta-feira 20 que não combatam a inteligência artificial (IA) nem se deixem dominar pelo temor. O objetivo é mostrar que a IA pode ampliar a produtividade, ao mesmo tempo em que gera novas funções dentro do banco.

Segundo o presidente-executivo Georges Elhedery, a IA generativa irá destruir alguns empregos, mas também criará oportunidades. Ele afirmou que a empresa busca uma transição responsável, com mudanças que permitam evoluir profissionalmente.

O banco destacou que a tecnologia pode liberar tarefas repetitivas, promovendo eficiência. A mensagem reforça uma visão de adoção gradual, com foco em qualidade de entrega e capacitação interna.

Reação de concorrentes e impacto no mercado

O Standard Chartered, rival do HSBC, comunicou na terça-feira cerca de 8 mil desligamentos, classificando como substituição de “capital humano de menor valor” por tecnologia. O objetivo é reduzir 15% das funções corporativas até 2030.

Bill Winters, CEO do StanChart, ressaltou que funções de back office são as mais vulneráveis, mas garantiu que haverá programas de requalificação para os empregados que quiserem se adaptar.

O HSBC emprega mais de 211 mil pessoas, enquanto o StanChart soma cerca de 83 mil. As declarações refletem a pressão do setor para equilibrar eficiência e proteção de empregos.

Contexto e panorama internacional

Estudos apontam que setores de serviços financeiros já abriram espaço para ajustes por IA, com demissões em empresas de tecnologia, serviços e profissionais. Analistas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre produtividade e preservação de empregos.

Uma pesquisa do Morgan Stanley indica cortes em setores relacionados à IA, envolvendo serviços bancários, tecnologia e áreas profissionais. O relatório aponta impactos em trabalhadores remotos e jovens profissionais em TI.

Perguntas sobre a escala das demissões ainda permanecem em discussão entre os bancos, com empresas adotando a IA de forma gradual. Em outubro, o Goldman Sachs sinalizou cortes e desaceleração de contratações em memória interna.

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