A Samsung fechou um acordo preliminar com o seu sindicato, suspendendo uma greve que poderia paralisar a maior fabricante mundial de memória. O acordo, anunciado na noite de quarta-feira, envolve salários e a convenção coletiva.
Segundo comunicado da empresa, trabalhadores e direção chegaram a um acordo provisório sobre remuneração e acordos coletivos. O sindicato confirmou a suspensão da greve prevista para ocorrer entre 21 de maio e 7 de junho, conforme reportagem da Yonhap citada pela imprensa.
A mobilização que se evitou tinha como objetivo evitar interrupções na produção e impactos na cadeia global de fornecimento de chips. A Samsung é a principal fornecedora de componentes para data centers, smartphones e veículos elétricos, respondendo por uma parte relevante da oferta mundial.
O sindicato informou que os filiados vão votar o acordo salarial provisório entre 23 de maio e 28 de maio. O resultado poderá definir a continuidade ou revisão das cláusulas em negociações futuras.
Entre as propostas, o sindicato defendia fim do teto de bônus, destinação de 15% do lucro operacional para prêmios e inclusão dessas regras nos contratos de trabalho. A Samsung propôs reservar 10% do lucro operacional para bônus e oferecer um pacote de remuneração adicional pontual.
Especialistas apontaram que qualquer interrupção relevante na produção poderia pressionar o mercado global de semicondutores de memória, agravando gargalos e volatilidade de preços. A Câmara de Comércio Americana na Coreia destacou esse risco em nota à imprensa.
Contexto das negociações
- O movimento ocorreu após dias de negociações entre trabalhadores e direção, com tensões associadas ao crescimento de lucros de grandes empresas do setor e à partilha desses resultados com funcionários.
Impactos esperados
- A suspensão da greve reduz a possibilidade de queda na oferta de chips e ajuda a manter estáveis planos de desenvolvimento de novas gerações de semicondutores pela Samsung.
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