A SpaceX anunciou nesta quarta-feira (20) o pedido de IPO, abrindo capital nos Estados Unidos. O documento S-1 enviado à SEC detalha a estratégia da empresa para financiar expansão, incluindo projetos de computação para IA orbital e satélites de conectividade. A operação pode ser um dos maiores de todos os tempos.
A empresa, fundada em 2002 e liderada por Elon Musk, já figura como a maior companhia espacial do mundo. Entre as metas citadas estão lançamentos de satélites de Starlink de próxima geração e o desenvolvimento de infraestrutura de computação de IA orbital, com possível estreia em 2028.
No formato de ações Classe A e Classe B, o IPO visa ampliar a base de capital para investimentos em tecnologia aeroespacial, incluindo IA e conectividade. A SpaceX afirma que não registrará essas ações na CVM, apesar de o documento mencionar o interesse de investidores globais.
Desempenho financeiro e dimensões do negócio
No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou receita de US$ 4,694 bilhões, com prejuízo operacional de US$ 1,943 bilhão. Em 2025, a receita consolidada ficou em US$ 18,67 bilhões, frente a um prejuízo operacional de US$ 4,9 bilhões.
A divisão Starlink respondeu por mais da metade da receita no ano anterior, com US$ 11 bilhões de faturamento total. Nos três primeiros meses de 2026, o negócio gerou cerca de US$ 3,25 bilhões à SpaceX, destacando o peso dos serviços de conectividade.
Contexto e reality checks
O documento menciona ainda que, caso o IPO arrecade mais de US$ 25,6 bilhões, poderá tornar-se o maior do mundo, ultrapassando registros da Aramco em 2019. A empresa também relembra disputas legais envolvendo o STF brasileiro em 2024 e a retirada de funcionários do país, em contexto de controvérsias com o governo local.
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