Cerca de 48 mil trabalhadores da Samsung Electronics devem cruzar os braços na quinta-feira, após as negociações sobre bônus não chegarem a um acordo. A greve pode impactar o fornecimento global de chips de memória, além de afetar a economia da Coreia do Sul.
As negociações, interrompidas abruptamente, ficaram estagnadas em pontos de atrito não resolvidos entre o sindicato e a diretoria. O Sindicato afirmou ter aceitado uma proposta final apresentada pela Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, mas persiste a discordância sobre outros itens.
A mediação ganhou importância com a intervenção do ministro do Trabalho da Coreia do Sul, Kim Young-hoon, que passou a acompanhar o desfecho das negociações na quarta-feira. A Samsung sustenta que as exigências sindicais são inaceitáveis e prejudicam a gestão empresarial.
Avanço na mediação e cenário de arbitragem
Segundo fontes, há possibilidade de o governo ordenar uma arbitragem de emergência, o que poderia suspender a greve por cerca de 30 dias para cumprir mediações. A autoridade governamental afirmou que a conversa sobre esse recurso é prematura, ainda cabível diálogo.
A Samsung responde que a disputa envolve o tamanho e a distribuição dos bônus entre unidades com melhores ou piores resultados. A empresa ressalta que o acordo não pode comprometer princípios básicos de administração.
Investidores acompanham o desenrolar, especialmente devido ao peso da Samsung nas exportações sul-coreanas e ao papel da empresa como maior fabricante de chips de memória. O confronto também ocorre em meio a disputas salariais com a rival SK Hynix.
A disputada diferença salarial com a SK Hynix intensificou a insatisfação entre trabalhadores da Samsung, que registram saída de profissionais para a concorrente, com o sindicato justificando o movimento pelo desalinhamento de bonificações do setor.
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