O cenário internacional em 2026 mostra turbulência que impacta o abastecimento de diesel no Brasil. A guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro, elevou o preço global e complicou o transporte pelo Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% da produção mundial.
Como consequência, há risco de desabastecimento. O Brasil importa 30% do diesel consumido, e a Petrobras zerou suas importações. Distribuidoras brasileiras criaram planos para reduzir o risco de apagão logístico e manter o abastecimento interno.
A alta do Brent passou de US$ 120 o barril, o que elevou o diesel externo. As empresas investem para evitar rupturas: contratar seguros mais caros, ampliar infraestrutura logística e acionar mais navios e estoques. Mantêm estoques de 25 a 35 dias.
Retomada gradual
Conflitos internacionais costumam ter efeito duradouro sobre a cadeia de suprimentos. Mesmo com cessar-fogo, o Irã pode exigir tempo para normalizar as rotas de importação, com ciclo de transporte de cerca de 45 dias até o Brasil.
Essa “ressaca logística” pode persistir por meses, com gargalos em várias rotas. A vigilância das distribuidoras precisa continuar, com funcionamento financeiro que atua como um Fundo de Garantia do Abastecimento.
A disponibilidade contínua do diesel aparece como o principal desafio da economia. Debater apenas tarifas artificiais de baixo custo não basta, pois altos custos internacionais pressionam o mercado interno.
O impacto na bomba, porém, é menor do que se espera: cerca de 5% do preço final depende da distribuição, variando por região. Impostos respondem por aproximadamente 17% do total.
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