A Nvidia, conhecida por seus aceleradores de IA, divulgou resultados trimestrais e destacou esforços de diversificação para reduzir a dependência dos grandes provedores de data centers. A mensagem veio em meio a ceticismo de investidores sobre o ritmo de crescimento da empresa.
A companhia aponta que a demanda de hyperscalers continua forte, mas pode ganhar relevância futura de governos, indústrias e empresas, com clientes buscando chips, redes e software para sustentar projetos de IA.
Durante teleconferência com analistas, o CEO Jensen Huang ressaltou que a IA física deve abrir grandes oportunidades com robôs e veículos automatizados, afirmando que a Nvidia tem planos para explorar esse eixo.
No trimestre encerrado em 26 de abril, as vendas cresceram 85% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando cerca de US$ 81,6 bilhões. O resultado ficou acima das expectativas de receita.
Os números mostram avanço mesmo com ações reagindo de forma limitada no pregão pré-mercado, após a empresa anunciar recompras de ações de US$ 80 bilhões e elevação de dividendos.
A divisão de data center manteve o destaque, com receita de US$ 75,2 bilhões, acima da estimativa de US$ 73,5 bilhões. A linha de redes gerou US$ 14,8 bilhões, frente a expectativa de US$ 12,7 bilhões.
A Nvidia também comunicou mudanças na estrutura de vendas para refletir melhor seus impulsionadores de crescimento atuais e futuros, separando hiperscalers de um grupo chamado ACIE, formado por IA em nuvem, clientes industriais e empresariais.
A empresa projeta que, neste ano, deverá somar receita total acima de US$ 370 bilhões, mantendo a liderança entre fabricantes de semicondutores. Analistas estimam forte participação da Nvidia no setor.
Entre os desafios, o mercado observa a concorrência crescente de AMD, Intel e de players como Broadcom e Google, que investem em suas próprias soluções de IA. A Nvidia mantém posição dominante, mas sob pressão competitiva.
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