O petróleo volta a subir após notícia de impasse nas negociações entre Irã e EUA. O líder iraniano, Mojtaba Khamenei, determinou que urânio enriquecido próximo ao grau militar permaneça no país, segundo duas fontes citadas pela Reuters. A medida reduz as expectativas de acordo.
A notícia aciona temores inflacionários e pressiona mercados globais. Autoridades israelenses dizem que Trump assegurou a inclusão de cláusula de retirada do urânio do Irã em qualquer acordo de paz.
Às 8h15, o Brent para julho subia 1,96%, a US$ 107,10 por barril na ICE. O WTI, na Nymex, avançava 2,55%, para US$ 100,77 por barril.
A alta do petróleo volta a colocar pressão sobre juros. Rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, com a T-note de dez anos em 4,609%. Os futuros de Wall Street operavam em baixa, S&P 500 em -0,41% e Nasdaq em -0,56%.
Desdobramentos no petróleo e juros
A reação morna tende a limitar o ritmo de avanços do setor de tecnologia e semicondutores, diante da incerteza sobre o ciclo de IA nos próximos anos. Nvidia mantinha sessão estável após apresentar resultados acima do esperado.
Analistas citados pela imprensa destacam dúvidas sobre a sustentação da expansão de IA até 2027-2028, com transição para cargas de trabalho de inferência e novos chips de Google, Amazon, AMD e Intel.
Tecnologia em foco
A cautela no setor de tecnologia reflete a combinação de resultados acima da média com sinais de desaceleração na demanda por IA em curto prazo. A atuação de Nvidia permanece sob escrutínio de investidores.
Jacob Bourne, da eMarketer, aponta que a dúvida principal é sobre a expansão sustentável da IA e o ritmo de adoção de novas plataformas de hardware.
Brasil e desdobramentos legais
No Brasil, investidores acompanham o caso Master e seus reflexos políticos. A PF e a PGR recusaram a primeira proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, em investigações envolvendo o banco, conforme reportagem de Miriam Leitão. As negociações com o ex-banqueiro seguem.
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