A ACS, controlada por Florentino Pérez, tornou-se uma das principais beneficiárias da corrida global por infraestrutura de IA. A empresa expandiu investimentos em data centers, energia e semicondutores para grandes players como Meta e BlackRock. A evolução ocorreu conforme o avanço da tecnologia e demanda por infraestrutura digital.
Empresas de construção associadas ao grupo já operavam nos EUA, Austrália e Europa, com a Turner Construction nos EUA. A ACS passou a prever crescimento acelerado com projetos de IA, ampliando seu portfólio além de obras tradicionais. A atuação internacional ganhou força após a aquisição da Hochtief, em 2011.
O impulso atual veio de contratos relevantes. A ACS participa da construção de um dos maiores data centers para a Meta Platforms em Indiana e fechou acordo de cerca de US$ 2 bilhões com a BlackRock para projetos semelhantes. O desempenho de ações da companhia acompanhou esse momento.
Pelo impacto financeiro, o patrimônio de Pérez cresceu com a valorização das ações da ACS. Sua participação de 14% o coloca próximo de entrar na lista das 500 maiores fortunas globais, segundo o Bloomberg Billionaires Index.
Entre os envolvidos, destacam-se o CEO da ACS, Juan Santamaría, e o próprio Pérez, que coordena reuniões semanais da empresa. Santamaría, nomeado em 2022, tem sido peça central na modernização da ACS.
A trajetória da ACS é marcada pela transformação de uma industrial tradicional em uma empresa global de infraestrutura. O grupo passou a investir em digitalização, energia e mineração de minerais críticos, alinhando-se ao boom de IA.
Na prática, a ACS tem buscado ampliar sua base de clientes e fortalecer a cadeia de suprimentos internacional. O resultando foi uma carteira de pedidos recorde, que sustenta previsões para os próximos anos e financiamento de novos centros de dados.
A empresa também atua em projetos de semicondutores nos EUA e em pegas como pequenas usinas nucleares e o maior empreendimento de lítio da Europa, o Vulcan. Clientes incluem Rolls Royce e Hitachi, entre outros.
Analistas apontam que a combinação de demanda por infraestrutura digital, defesa e energia limpa favorece a ACS. A carteira de pedidos chegou a quase 100 bilhões de euros, com crescimento de dois dígitos em comparação anual, segundo a Bloomberg Intelligence.
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