O Santander revisou a recomendação para as ações ordinárias da Petrobras de neutro para compra, com o preço-alvo aumentando de R$ 35 para R$ 60. A avaliação se baseia em perspectivas de produção mais alta, petróleo em alta e geração robusta de caixa, sugerindo espaço para dividendos extraordinários.
Os analistas apontam que o desempenho operacional deve superar as expectativas, com ganhos mais fortes em exploração e produção. A projeção considera aceleração de FPSOs, revisões positivas de produção e altas cotações do petróleo como motores de retorno.
Além disso, o relatório destaca que a Petrobras pode manter resultados estáveis no downstream, mesmo com subsídios governamentais ao diesel. O cenário sugere espaço para dividendos extraordinários, estimando até US$ 2 bilhões em 2027.
Perspectivas e números operacionais
A leitura do Santander encara o 1º trimestre recente como base de melhoria, com produção de 2,6 milhões de barris/dia e 2,7 milhões em abril. A projeção de 2026 sugere produção perto do teto da administração, em 2,6 milhões de b/d, 9% acima de 2025.
A alta recente do petróleo, com Brent estimando US$ 88 por barril neste fim de ano e US$ 80 em 2027, sustenta o cenário. A previsão de receita da área de exploração e produção para 2026 fica em US$ 88,4 bilhões, quase 48% superior à estimativa inicial.
O relatório também aponta o possível envolvimento da Petrobras em reestruturações de capital de terceiros, como a Braskem, além de movimentos no setor de etanol. Tais fatores podem influenciar o fluxo de caixa livre, que ficaria próximo de 12% de rendimento.
Desempenho de mercado
Às 16h03, as ações ordinárias subiam 0,72%, cotadas a R$ 50,04. No ano, os papéis já acumulam alta de cerca de 55%. A valor de mercado da Petrobras está em torno de R$ 613,7 bilhões.
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