A Stellantis divulgou um plano estratégico de investimento de 60 bilhões de euros até 2030. A meta é fortalecer a posição do grupo no mercado automotivo global, com foco em quatro marcas: Jeep, RAM, Peugeot e Fiat. O dinheiro representa 70% do total previsto no programa, batizado de Fastlane.
A estratégia também prevê parcerias com montadoras chinesas, além de investimentos em baterias e em inteligência artificial. O movimento ocorre em meio a uma competição acirrada, com atuação cada vez mais forte de fabricantes da China na eletrificação.
Entre os pilares, a gestão de um portfólio de 14 marcas, plataformas globais para veículos, novas tecnologias e eficiência industrial. A Stellantis planeja, até 2030, mais de 60 lançamentos e 50 atualizações relevantes, incluindo 29 elétricos a bateria, 15 plug-in ou elétricos de autonomia estendida, 24 híbridos e 39 modelos com combustão ou híbridos leves.
Parcerias
Segundo o anúncio, a parceria com a Leapmotor International, controlada pela Stellantis, evolui para integrar áreas de compras e reduzir custos. Também haverá cooperação industrial, com compartilhamento de capacidade produtiva nas fábricas de Madrid e Zaragoza, na Espanha.
Na China, a Stellantis promete iniciar a produção de dois modelos Peugeot e dois Jeep em parceria com a Dongfeng, destinados ao mercado chinês e a outras regiões. Uma nova joint venture com a Dongfeng na Europa também está prevista.
Parceriasnorteiam ainda acordos com a Tata, Jaguar Land Rover e projetos em software, IA e baterias, envolvendo nomes como Qualcomm e NVIDIA, entre outros. Essas iniciativas visam ampliar sinergias globais do grupo.
Operações por região
Na América do Sul, a Stellantis espera crescer receitas em 10% e margem operacional entre 8% e 10%, apoiado pela liderança no Brasil e Argentina, pela ofensiva em picapes e pela expansão regional.
A produção na Europa deverá reduzir a capacidade instalada em mais de 800 mil unidades, com reconfiguração de plantas para elevar a utilização de 60% para 80% até 2030. Nos EUA, o objetivo é alcançar a mesma utilização de capacidade.
Ao longo de cinco anos, 60% dos investimentos de 36 bilhões de euros destinados a marcas e produtos deverão ocorrer na América do Norte, segundo a empresa. O plano prevê maior padronização por meio de três plataformas globais.
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