O Tesouro Reserva captou R$ 586,3 milhões na primeira semana de operação e já figure como o segundo título mais vendido do Tesouro Direto. O desempenho coloca o papel atrás apenas do Tesouro Selic, que somou R$ 973 milhões no mesmo período.
O ranking de vendas também mostrou o Tesouro IPCA+ com R$ 459,5 milhões e o Tesouro Prefixado com R$ 453,7 milhões. O novo papel concorre com as contas de rendimento dos bancos digitais, já que aceita aplicações a partir de R$ 1 e oferece movimentação via Pix 24 horas, inclusive aos fins de semana.
Rentabilidade acompanha a taxa Selic com liquidez diária. O investimento não sofre marcação a mercado e não aplica taxa de custódia da B3 para aplicações até R$ 10 mil. Acima desse valor, a cobrança é de 0,20% ao ano.
O produto está restrito a clientes do Banco do Brasil por enquanto. Mesmo com a limitação, a média diária de compras ficou próxima de R$ 100 milhões na primeira semana.
Expansão para novas instituições
A B3 informou que liberou o cadastramento de novos bancos na sexta-feira. A expectativa é de que as principais instituições ofereçam o Tesouro Reserva até o fim deste ano.
A entrada de mais bancos exige integração dos sistemas de aplicação e liquidação via Pix, conforme explicou Felipe Paiva, diretor de Pessoas Físicas da B3. A mudança amplia o alcance do produto no mercado.
O modelo de funcionamento 24 horas é visto como um desafio para o setor. Paiva afirmou que esse horário exige esforço adicional das instituições para manter a operação estável e integrada.
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