A Argentina zerou o imposto de exportação sobre veículos produzidos no país. A taxa, que era de 4,5%, passa a zero por um ano, a partir de julho, e vale até junho de 2027. A medida foi anunciada pelo governo e deve impactar a competitividade da indústria automotiva local.
A expectativa é de que o custo final das exportações diminua cerca de 2%, tornando os carros argentinos mais competitivos no mercado externo. A mudança ocorre em meio a um cenário de disputa com fabricantes chineses e outros players globais.
A transferência de benefícios ocorre em um momento em que a Argentina busca retomar o posto de principal parceiro comercial da indústria automotiva brasileira. Em 2026, a China liderou as importações, enquanto a Argentina ficou em segundo, com 54,9 mil carros exportados ao Brasil de janeiro a abril.
Situação no Brasil e impactos setoriais
A redução do imposto pode favorecer preços ao consumidor externo e manter a Argentina como fornecedora relevante para o mercado brasileiro, que tem histórico de forte fluxo de veículos entre os dois países.
Produção e modelos em destaque na Argentina
A indústria argentina mantém produção de diversos modelos para exportação. Volkswagen produz Amarok; Ford exporta Ranger; Fiat fica com Cronos e Titano; Toyota, Hilux e SW4; Peugeot, 208 e 2008. Renault também confirmou lançamento da Niagara para exportação a partir de setembro.
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