BT aumenta benefício líquido para 1.077 milhões de libras no exercício fiscal encerrado em 31 de março de 2026. A companhia elevou o dividendo anual e ampliou metas de economia, mesmo com queda de 4% na receita ajustada.
A receita ajustada somou 19.646 milhões de libras, ante 20.370 milhões no ano anterior. A gestão citou desinvestimentos internacionais, menor venda de terminais móveis e queda em serviços de voz como principais causas.
O EBITDA ajustado ficou em 8.230 milhões de libras, estável frente aos 8.209 milhões do período anterior. A empresa disse ter promovido uma transformação que gerou 580 milhões em ganhos brutos anuais.
Desempenho da Openreach e fibra
Openreach, divisão de infraestrutura, teve receita de 6.190 milhões de libras, +1% frente ao ano anterior. A operadora anunciou 4,8 milhões de locais com FTTP, atingindo 23 milhões de lares e empresas.
A cobertura FTTP cresce para 8,8 milhões de ligações. A rede 5G+ da EE alcançou 73% da população, ante 43% no ano anterior. Openreach reportou perda de 825.000 linhas de banda larga, próximo da previsão de 850.000.
Dividendos e alocação de capital
O dividendo final foi de 5,87 pence por ação, totalizando 8,32 pence no ano, +2%. A previsão é de crescimento de dois dígitos baixos a médios a partir de 2027.
BT manteve dívida líquida de 19.966 milhões de libras, +1% frente ao ano anterior. A empresa projeta fluxo de caixa livre normalizado de 2.000 milhões para 2027.
Perspectivas para 2027
Para o próximo exercício, BT estima receita ajustada entre 19.000 e 19.500 milhões de libras. O EBITDA ajustado deve ficar entre 8.200 e 8.300 milhões.
A CEO Allison Kirkby ressaltou avanço na transformação e na competitividade. A empresa elevou o objetivo de economia do programa para 3.700 milhões de libras até 2030.
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