A Stellantis apresentou um plano estratégico global de 60 bilhões de euros para os próximos cinco anos, com foco em Jeep, Ram, Fiat e Peugeot. O anúncio ocorreu durante o Investor Day 2026, próximo a Detroit, nos EUA, após queda de ações e prejuízo líquido no último exercício. A Maserati surge como elemento central na recomposição de margens e posicionamento de luxo do grupo.
A proposta prevê dois novos modelos eletrificados para a Maserati, com detalhamento prometido para dezembro de 2026 em Modena, na Itália. Além disso, já está em pauta o 100% elétrico Grecale Folgore, que enfrenta desafios de venda no portfólio da marca italian. O movimento acompanha a eletrificação do setor automotivo de luxo.
No conjunto do plano, 60% dos recursos vão a marcas e produtos, e 40% a plataformas, motores e inteligência artificial. A meta é reduzir custos em 6 bilhões de euros por ano, com resultados totais esperados a partir de 2028. Antonio Filosa continua como CEO do grupo.
Maserati na estratégia de luxo
A Stellantis posiciona Maserati como sua marca de luxo, mantendo a identidade da marca mesmo com a transição para eletrificação. Dois lançamentos eletrificados devem ampliar o portfólio, sem que a marca perca o DNA de alta performance.
A estratégia de Maserati ocorre paralelamente a mudanças em outras marcas de alto desempenho. A Mercedes-AMG já adianta um GT 63 Coupé elétrico de alto desempenho, enquanto a Lamborghini migra para híbrido plug-in com o Temerario, mantendo a performance.
Destaques do plano global
Entre 2030, a Stellantis espera 60 lançamentos e 50 atualizações relevantes de produtos. Serão 29 veículos elétrificados, 15 híbridos plug-in, 24 híbridos e 39 modelos com motor a combustão ou leve híbrido. Os recursos, porém, não se concentram apenas em luxo.
Além de Maserati, a empresa detalha alianças com Dongfeng para ampliar produção na China e cooperação europeia em distribuição e engenharia. Com Jaguar Land Rover, há memorando para explorar sinergias nos EUA.
A rede de parcerias inclui Leapmotor, Tata, Qualcomm, NVIDIA, Wayve e CATL, entre outros. A Stellantis também aponta crescimento regional, com expectativa de alta de 10% na receita na América do Sul, puxada pelo Brasil e Argentina.
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