A Vale continua a ser vista como uma das mineradoras com ações mais descontadas no mundo, segundo o relatório do J.P. Morgan. O banco mantém recomendação de compra e eleva preços-alvo de ADRs e ações ordinárias da empresa.
Na prática, o J.P. Morgan elevou o preço-alvo dos ADRs na Nyse de US$ 18,50 para US$ 19,50, representando um potencial de alta de 19,3%. Para as ações ordinárias, o preço-alvo subiu de R$ 99 para R$ 104, com potencial de alta de 25,8%.
Os analistas Rodolfo Angele e Tathiane Martins Candini destacam que a Vale continua atraente em meio à volatilidade do minério de ferro. Controles chineses de capacidade siderúrgica mais rigorosos e interrupções no Estreito de Ormuz aparecem entre os fatores citados.
Segundo o relatório, a Vale permanece destacada por ter o menor múltiplo de EBITDA entre pares globais, em 4,9 vezes, ante a média de 6,9 vezes do setor. O banco aponta ainda retornos superiores de fluxo de caixa livre e de dividendos, de 7% e 6,2%, respectivamente.
A ideia de investimento se reequilibra com a marcação a mercado dos preços das commodities, o câmbio recente e os resultados do 1º trimestre. O J.P. Morgan estima que o EBITDA da Vale pode chegar a US$ 17,2 bilhões neste ano.
A notícia faz parte da cobertura do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico, com foco em dados atualizados sobre o setor de mineração. Fonte mantém o crédito às informações, sem divulgações adicionais.
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