O aumento da inadimplência no Brasil leva milhões de trabalhadores e aposentados a recorrer ao crédito para reorganizar as finanças. Dados da Serasa Experian indicam que mais de 81 milhões de brasileiros iniciaram 2026 com o nome negativado. A faixa de 41 a 60 anos concentra a maior parte dos inadimplentes, com 35,6%.
Em seguida aparecem pessoas de 26 a 40 anos, com 33,4%. Quem tem acima de 60 soma 19,9%, e jovens de 18 a 25 respondem por 11,1%. Nesse cenário, modalidades como crédito consignado e saque-aniversário do FGTS ganharam espaço por oferecerem juros menores.
Especialistas destacam a necessidade de analisar cuidadosamente as condições antes de contrair nova dívida. Túlio Matos, CEO da iCred, afirma que o crédito pode ajudar em aperto financeiro, desde que haja planejamento.
O que avaliar antes de contratar um empréstimo
Entre os pontos de atenção, é essencial entender o custo total da operação e se as parcelas cabem no orçamento. O CET, que engloba juros, tarifas e encargos, precisa ser considerado.
Matos alerta que muitos consumidores olham apenas para o valor da parcela e esquecem do CET, que pode ser mais alto em contratos mais longos. Comparar propostas entre instituições facilita a tomada de decisão.
Outro aspecto é a leitura detalhada do contrato. Juros, prazo de pagamento, valor total da dívida e possibilidade de quitação antecipada devem constar na análise antes da assinatura.
Planejamento financeiro evita efeito bola de neve
O especialista enfatiza que o crédito não deve comprometer despesas essenciais, mesmo em modalidades com desconto automático em folha ou no benefício do INSS. Sem planejamento, a dívida pode piorar o quadro.
Segundo ele, o empréstimo deve servir para reorganizar as finanças, não para cobrir gastos mensais de forma recorrente. A recomendação é buscar transparência nas condições e analisar cenários.
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