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Venezuela atrai investidores, impulsiona economia após Maduro

Abertura econômica pós-Maduro atrai investidores à Venezuela, impulsionando expectativa de retomada, enquanto desafios como apagões persistem

Fórum de Energia da Venezuela com auditório lotado em Caracas — Foto: Nicolle Yapur/Bloomberg
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O que acontece: a Venezuela vive uma onda de investimentos no setor de energia e na economia, após mudanças no governo. O hotel Cayena, em Caracas, passou de poucos ocupantes para se tornar um polo de encontros entre executivos e investidores.

Quem está envolvido: autoridades venezuelanas, representantes dos EUA, bancos centrais, hedge funds e empresas globais de energia monitoram a recuperação. Executivos de grandes corporações participam de reuniões privadas.

Quando e onde: Caracas, nos últimos meses, com eventos no Cayena e encontros com autoridades de alto nível. A movimentação ocorre em meio a mudanças de gestão e abertura econômica.

Por quê: a escalada ocorre em função de promos de incentivo a investimentos, reaproximação com os EUA e anúncio de medidas para estimular produção de petróleo. A moeda e a inflação também recebem ajustes governamentais.

Corrida por investimentos

Executivos estrangeiros chegam para avaliar oportunidades em campos de energia e na reestruturação da dívida. Investidores discutem cenários com autoridades, como o vice-presidente de Economia e o banco central, em encontros fechados.

A infraestrutura energética enfrenta desafios históricos, com cortes de energia frequentes. Autoridades avaliam investimentos bilionários para recuperação de ativos e melhoria de fornecimento, além de atrair tecnologia e know-how.

Enquanto isso, a realidade dos venezuelanos não acompanha a agitação econômica. O salário mínimo continua baixo e a inflação elevada, impactos sentidos no custo de vida e no consumo.

A sondagem pública aponta interesse gradual no governo Rodríguez, com queda de aprovação e aumento de protestos. Analistas ressaltam que a estabilização depende de avanços estruturais, credibilidade fiscal e continuidade de reformas.

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