O Imposto de Renda de 2026 exige que quem comprou um carro com dinheiro emprestado ou financiado declare tanto o bem quanto a dívida. A obrigação vale para imóveis de terceiros com financiamento, não apenas para veículos novos ou usados.
Ao adquirir o veículo com empréstimo, o bem entra na ficha Bens e Direitos. A dívida correspondente deve aparecer em Dívidas e Ônus Reais. Segundo o professor Luiz Carlos Mota Loyola, o valor do bem deve refletir apenas o montante efetivamente pago até 31 de dezembro de 2025.
Quem financia o carro precisa seguir o mesmo protocolo. Porém, o valor registrado do bem deve considerar apenas o que já foi pago até o fim de 2025, e o saldo devedor fica na linha da dívida. A Receita Federal cruza dados para checar a coerência entre patrimônio e origem dos recursos.
Como informar o bem e a dívida
Um erro comum é declarar o valor total do carro. O correto é informar apenas o valor pago até o fim de 2025, com o saldo devedor exibido na dívida. Omitir a dívida pode indicar aumento de patrimônio sem origem comprovada.
Além disso, a Receita não permite descontar as parcelas como despesa. Recomenda-se guardar recibos, utilizar a declaração pré-preenchida e acompanhar a evolução do bem ao longo dos anos. A declaração do IR 2026 encerra em 29 de maio.
Dicas adicionais e prazos
A Receita Federal projeta 44 milhões de declarações em 2026 e já recebeu cerca de 29,6 milhões até hoje. Manter documentos organizados facilita o preenchimento e reduz riscos de inconsistências. Leia o quadro completo de orientações de acordo com a sua situação de compra e financiamento.
Com informações de reportagens publicadas até 25/03/2025.
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