O Correio apresenta a engrenagem econômica dos minimercados, com foco no Sacolão Reis, localizado na Rua 20, em São Sebastião. O dono, Nadir Reis, 44 anos, gerencia a loja sozinho: compra, seleciona mercadorias e faz entregas. O objetivo é fechar o mês com lucro.
A operação envolve logística reduzida e custos controlados. Nadir percorre o Ceasa quatro vezes por semana para comprar hortifrútis e itens da mercearia. O custo semanal da operação fica em torno de R$ 15 mil, com margem de cerca de 20% para cobrir embalagens e despesas internas.
Pelas mãos do fornecedor
O fornecimento se dá diretamente com fabricantes, exceto nos grãos, que chegam de terceiros. As compras mensais somam cerca de R$ 40 mil. Em parte, o empresário recorre ao atacarejo para itens como arroz e feijão, seguindo uma prática comum entre 11,5% dos minimercadistas, segundo pesquisa do Sebrae.
Avaliando o cenário, o economista Ciro Avelar aponta que a competição não é direta com grandes redes, mas há riscos para o pequeno negócio. A negociação restrita e a ausência de crédito para produtores locais podem colocar os minimercados em desvantagem frente atacadistas.
Crescer no pequeno
Nadir investiu em diversificação para fidelizar clientes, ampliando o mix com itens difíceis de encontrar em grandes redes. Do lado da clientela, Maria de Fátima, 65 anos, compra mensalmente no atacarejo e, semanalmente, no mercadinho, para itens cotidianos. O objetivo é manter a renda familiar estável.
Profissionalização e caminhos futuros
Especialistas ressaltam a importância de gestão financeira, estoque e precificação. O Sebrae oferece apoio para melhorar layout, venda e presença digital. Entre as tendências, destacam-se pedidos por WhatsApp, delivery local e pagamentos digitais, bem como a melhoria da experiência de compra nas lojas.
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