O Banco Central não revelou detalhes sobre o futuro do BRB durante a coletiva de imprensa de divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira. O BC afirma que não comenta casos específicos, mas que acompanha diariamente a situação do BRB e de outras instituições.
Em fevereiro, o BC fixou o prazo de 29 de maio para que o BRB apresente uma solução para a crise patrimonial e a falta de divulgação do balanço. O banco público está sob a disciplina da resolução 4019 e paga multa diária de R$ 50 mil por não divulgar seus números.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, disseram que as conversas com o BRB seguem, mas não há gatilho, data ou indicador que leve a medidas extremas. A comunicação é contínua, sem definição de uma intervenção iminente.
Situação patrimonial e riscos para o BRB
O BRB está com o índice de Basileia fora dos padrões, sem patrimônio suficiente para atenuar o risco dos ativos. Não há prazo ou limite legal para a regularização desse desenquadramento, segundo a autoridade monetária.
Como encaminhamento, o BRB corre o risco de evoluir para uma crise de liquidez caso não consiga levantar recursos. O governo do Distrito Federal fechou acordo para levantar R$ 1 bilhão por meio de securitização de dívidas com o BTG, e houve outro aporte de R$ 1 bilhão com a venda de ativos do Master pela Quadra Capital.
Apesar dessas operações, os números somados não eliminam o rombo. O banco também realizou a compra de R$ 12 bilhões em créditos podres, trocados por ativos de valor incerto, o que complica a divulgação do balanço e a compreensão do tamanho do déficit.
A indefinição persiste: sem balanço público e sem aporte adicional do acionista, o BRB pode enfrentar dificuldades para manter operações. O BC não indicou data de decisão, mantendo o tom de monitoramento constante.
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