Os contribuintes têm até as 23h59 de sexta-feira para enviar a declaração do Imposto de Renda 2026 à Receita Federal. Quem perder o prazo pode enfrentar multa mínima de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido, conforme anúncio do Fisco.
Na reta final, a orientação é revisar cuidadosamente o preenchimento para evitar inconsistências que levem à malha fina. Entre os erros comuns estão omissão de rendimentos, divergências em valores, despesas médicas sem comprovação e dados incompletos de dependentes e patrimônio.
Especialista em contabilidade da FGV, Eduardo Santos, alerta que a declaração pré-preenchida não isenta a conferência rigorosa. divergências de fontes pagadoras podem aparecer na tela e, se não checar, o contribuinte assume a responsabilidade pelos erros.
A responsabilidade pelas informações permanece com o contribuinte, que deve cruzar os dados apresentados pelo sistema com documentos guardados ao longo do ano. Entregar mais cedo pode acelerar a restituição, pois a data de envio entra como critério de desempate.
O primeiro lote de restituição está previsto para sexta-feira, com consulta no site ou no aplicativo da Receita. O acesso requer CPF, data de nascimento e autenticação no Gov.br. Também é possível acompanhar pelo e-CAC.
A Receita planeja quatro lotes de restituição neste ano: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. A declaração do IR 2026 abrange o ano-calendário de 2025, incluindo rendimentos, despesas dedutíveis, bens, direitos, dívidas e dados de dependentes.
O que falta fazer
Para quem ainda precisa declarar, a Receita recomenda reunir documentos como informes de rendimentos, extratos bancários, comprovantes de despesas e a declaração de 2025. Dados bancários corretos são necessários para restituição ou débito automático.
Quem deve declarar continua a incluir indivíduos com rendimentos acima de determinados patamares, ganhos de capital, bens acima de um valor definido até 31 de dezembro de 2025 e outros critérios listados pela Receita.
Entre na conversa da comunidade