O setor imobiliário precisa agir diante da reforma tributária, que deixa de ser teoria e ganha urgência prática. Em 2026 começa o período de transição, que vai até 2033, com mudanças operacionais e estruturais para empresas e investidores.
A primeira etapa envolve a divulgação dos novos impostos nas notas fiscais, IBS e CBS, que vão substituir tributos atuais. Ainda não há recolhimento, mas já existem penalidades para quem não cumprir essa exigência.
A implementação plena passa a valer no próximo ano, com alíquotas reduzidas em um modelo que exige controle rigoroso de créditos e débitos tributários. Empresas devem se preparar para essa cobrança futura.
A organização financeira se torna essencial para sobrevivência. Processos estruturados, registros confiáveis e gestão eficiente ajudam a evitar pagamento excessivo de tributos ou perda de créditos.
Clientes também são impactados. Pessoas físicas com renda de aluguéis acima de certos limites podem enfrentar novas modalidades de tributação, o que pode alterar planos de investimento.
Estruturas comuns, como holdings familiares, tendem a sofrer reajustes de carga tributária, gerando incerteza e demanda por orientação especializada. Essa mudança abre espaço para novo papel das imobiliárias.
Novo papel das imobiliárias
O setor pode evoluir para atuar como consultor, ajudando clientes a entender as mudanças e a planejar a tributação dentro das novas regras. Essa atuação pode gerar novas fontes de receita e fortalecer vínculos.
Essa transformação depende de mudanças internas: ajustes de sistemas, revisão de processos e capacitação de equipes. A adaptação não é opcional, é crucial para atravessar a transição com segurança.
A reforma tributária não terá efeito neutro no mercado imobiliário. Ela redistribui custos, premia eficiência e favorece quem estiver preparado. A pergunta é quem estará pronto para transformar essa mudança em vantagem competitiva.
Fonte: Allan Paladino, economista, CEO e especialista em desenvolvimento web.
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