O Banco Central Europeu deve elevar as taxas de juros em junho, segundo a visão de Isabel Schnabel, membro do Conselho do BCE. O argumento é que o choque de energia persiste e influencia a inflação, mesmo com sinais de avanço nas negociações com o Irã.
Schnabel afirma que não há espaço para avaliações superficiais diante da gravidade do choque atual. Ela aponta que o BCE precisa agir em junho para conter a pressão inflacionária, independentemente de um possível acordo de paz com o Irã.
Mesmo com avanços na agenda diplomática, a autoridade destaca que danos à infraestrutura de energia e cadeias globais já foram causados. Assim, a política monetária pode exigir resposta firme para evitar contágio aos preços.
Perspectivas de inflação e crescimento
A inflação atingiu 3% no último mês, com riscos de alta. Evidências de efeitos secundários, como pressões sobre bens e serviços, já aparecem em pesquisas do BCE e dados de confiança da Comissão Europeia.
Schnabel aponta sinais de espalhamento do choque para a cesta de consumo e alerta para riscos negativos ao crescimento econômico na região, além de riscos inflacionários ascendentes. Mantém-se a avaliação de política para os próximos encontros.
A projeção básica do BCE já prevê dois aumentos, com mercado prevendo mais. Economistas, contudo, veem apenas dois aumentos seguidos de cortes em 2027, segundo levantamento da Reuters.
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