O Botafogo está a um passo de abrir espaço para um novo investidor na SAF após um acordo de cessar fogo com a Eagle/Ares. A GDA Luma Capital, liderada por Gabriel de Alba, apresentou proposta para assumir 90% da SAF, avaliando o clube como ativo em recuperação. A operação envolve cerca de US$ 105 milhões, mais a quitação de um empréstimo de US$ 25 milhões ligado ao transfer ban de Thiago Almada, elevando o total para cerca de US$ 130 milhões.
Gabriel de Alba, reconhecido por reestruturar empresas em dificuldade, é apontado como favorito para liderar o Botafogo. A GDA atua na recuperação de ativos e já atuou em casos como Cirque du Soleil, Frontera Energy, Gateway Casinos e Pat McGrath Cosmetics. O objetivo é recapitalizar, converter dívidas em ações e buscar novas fontes de receita.
Empréstimo de Textor e início das tratativas
Em fevereiro, a SAF contratou empréstimo da GDA para quitar pendências urgentes, incluindo o fim do transfer ban de Almada. O montante foi de US$ 22,8 milhões, com dívida total estimada em US$ 55 milhões após inadimplência não sanada. A GDA passou a deter direitos sobre montante crescido e juros.
João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo, participou de conversas com o objetivo de negociar sem a participação direta de John Textor. As negociações tiveram início por meio de contatos com o BTG, que intermediou a discussão entre as partes. A ideia é chegar a um acordo assinado.
Avanço e próximos passos
A proposta de acordo com a GDA foi enviada em 4 de maio e ainda não foi assinada. A obtenção do acordo depende de aprovação do Conselho Deliberativo da SAF, seguido de Assembleia Geral para votação do novo investidor. Não houve confirmação de data para a reunião.
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