O programa Move Brasil é apresentado pelo governo como um impulso para motoristas, especialmente taxistas e trabalhadores de aplicativos, com financiamento a juros mais baixos. A medida promete reduzir custos para quem comprar carros com as novas taxas do programa.
A diferença no valor final do financiamento pode chegar a até R$ 30.000, dependendo do perfil do comprador. O benefício é oferecido a profissionais com pelo menos um ano de atividade na função e condições de crédito com juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.
Segundo Mauro Rochlin, economista e coordenador acadêmico da Fundação Getúlio Vargas, a viabilidade econômica melhora quando o veículo é elétrico. Ele avalia que a economia fica mais significativa com a redução do custo de combustível, além dos juros favorecidos.
Para o trabalhador de aplicativo, a avaliação é positiva: houve percepção de que o Move Brasil facilita a troca de veículo, de combustão para elétrico, com impactos financeiros diretos. Rochlin ressalta, porém, que não se trata apenas de bolso, mas de sustentabilidade fiscal.
O economista alerta para o impacto no cenário fiscal agregado. Medidas como o Move Brasil, somadas a programas como o Desenrola Brasil, elevam o gasto público. Segundo ele, o conjunto de iniciativas contribui para manter a dívida pública elevada.
Nesse contexto, Rochlin afirma que a soma das despesas públicas pode influenciar as condições de crédito do país, resultando em uma taxa de juros mais alta no longo prazo. A explicação aponta para efeitos macroeconômicos que vão além do benefício individual.
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