A Ecopetrol lançou uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) para aumentar sua participação na Brava Energia. Se bem-sucedida, a estatal colombiana pode passar a deter até 51% do capital social da empresa brasileira. A operação mantém a Brava listada no Novo Mercado da B3.
A Brava é atualmente classificada como uma junior company, com custos enxutos e maior agilidade na tomada de decisões. A entrada de controle pela Ecopetrol tende a influenciar a gestão, segundo analistas, que apontam a força de uma estatal de petróleo no comando.
A oferta prevê o preço de R$ 23 por ação, para adquirir 116,1 milhões de ações ordinárias, equivalentes a cerca de 25% do total. O leilão está marcado para o dia 25 de junho, e, se confirmado, haverá redução do free float da Brava.
Em abril, a Ecopetrol já havia comprado 26% das ações de três acionistas da Brava: Somah, Jive e Yellowstone. A operação pode acrescentar reservas e produção à Ecopetrol, com destaque para campos maduros terrestres da Brava.
A Brava atua principalmente em campos onshore maduros e offshore, com reservas provadas de 459 milhões de boe e produção média de cerca de 80 mil barris por dia. A vida útil estimada das reservas é de aproximadamente 16 anos.
Analistas avaliam que a transação pode elevar reservas líquidas da Brava em quase 13% e ampliar a exposição da Ecopetrol ao Brasil. Ao mesmo tempo, a Brava pode contribuir para o desenvolvimento de campos offshore da estatal colombiana.
No curto prazo, o BTG Pactual aponta potencial de ganhos com a operação. Entretanto, o mercado também considera que o aumento de produção da Brava, mesmo com novas campanhas, pode enfrentar cenário de declínio futuro.
Entre na conversa da comunidade