Desde 2024, instituições do Rio de Janeiro alertaram sobre o risco de investir dinheiro de aposentados no Banco Master. Os alertas ganharam força à medida que surgiam sinais de irregularidades e riscos de liquidez no banco.
O Rioprevidência, fundo que administra a previdência de servidores estaduais, chegou a investir quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Master. Em julho de 2024, a Caixa Econômica Federal se recusou a comprar R$ 500 milhões nesse ativo, postura interpretada como indicativo de risco elevado.
Ações e desdobramentos
Em outubro de 2024, o Tribunal de Contas do estado recomendou fim de novas aplicações no Master. Mesmo assim, dados internos indicavam continuidade dos aportes e cobranças para explicações aos órgãos de fiscalização. Em abril de 2025, o then-diretor de investimentos defendeu os aportes, afirmando que as ações foram feitas pelo interesse do Rioprevidência.
Em 26 de maio de 2026, a PF executou mandados na investigação ligada ao caso, envolvendo o então superintendente e ex-diretores. O plenário do TCE só decidiu, em outubro de 2025, proibir novos investimentos no Master, pouco antes da liquidação do banco e de prisões associadas ao empresário Daniel Vorcaro.
ORioprevidência confirmou que, em dezembro de 2025, houve resgate de cerca de R$ 1,4 bilhão de um fundo administrado pelo Master. Ainda segundo a instituição, há avaliação de medidas para recuperar recursos de fundos remanescentes, com estimativas de total de aportes que chegaram a somar aproximadamente R$ 2,6 bilhões em relação ao Master.
A Polícia Federal aponta um rombo maior, estimado em R$ 3,7 bilhões, em operações envolvendo fundos do Master. Até o momento, a instituição informa que as perdas podem impactar o patrimônio dos participantes, dependendo de ações de recuperação e responsabilização.
O caso também envolve a atuação de autoridades públicas ligadas ao Rioprevidência, com indícios de alinhamento entre gestores e atores externos. Em dezembro de 2025, a instituição registrou resgates relevantes, enquanto analisa caminhos para reverter danos aos cofres do fundo previdenciário.
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