O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, disse que a PEC que elimina a escala 6×1 impacta a atuação dos aeronautas, incluindo pilotos e comissários. O efeito pode atingir a aviação internacional e a malha aérea brasileira.
Noman afirmou que muitos voos internacionais exigem jornadas de 13 a 14 horas, o que ele considera incompatível com a nova regra. Ele afirmou ainda que a mudança pode inviabilizar o exercício seguro da profissão e afetar o setor como um todo.
A fala foi feita durante almoço promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) em Brasília, para debater o aumento do combustível de aviação. Participaram parlamentares e representantes da indústria aérea.
Contexto regulatório e impactos operacionais
O executivo ressaltou que a aviação possui arcabouço regulatório próprio para a segurança. Segundo ele, a ANAC trabalha na atualização de normas para gerenciar a fadiga. A Abel acredita que a PEC precisa considerar as especificidades da profissão.
Entre os presentes, estavam os deputados Zé Neto (PT-BA) e Joaquim Passarinho (PL-PA), que sugeriram tratar a questão em projeto de lei complementar para separar assuntos trabalhistas de segurança operacional.
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