A Índia cresce mais rápido que seus pares, mas a rupia vem perdendo valor desde 2018. O cenário de robusta expansão não evita a depreciação da moeda, que persiste ao longo dos anos.
Apesar do maior dinamismo do PIB, a rupia cai anualmente, com oscilações ligadas a choques externos. Em 2023, a tendência ganhou contornos mais fortes diante de fatores globais e regionais.
O declínio se intensificou no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou tarifas sobre importações indianas, elevando pressões sobre a moeda. O choque de preços do petróleo agravou a vulnerabilidade externa.
Entre março e abril, o banco central da Índia adotou medidas agressivas para sustentar a rupia, incluindo intervenções no mercado de câmbio e ajustes de política. As ações trouxeram alívio momentâneo, mas não frearam a tendência de saída de dólares.
Mesmo assim, fluxos de capitals continuaram a buscar ativos em outros mercados, refletindo uma percepção de maior risco externo. Analistas apontam que a combinação de política comercial internacional e choques energéticos mantém a rupia sob pressão.
A evolução recente mostra que fatores de demanda global, além de condições locais, influenciam a trajetória cambial. O resultado é uma moeda que, apesar de sinais de recuperação pontuais, permanece vulnerável a choques externos.
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