O Luce, primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, foi apresentado em Roma durante um evento de gala na noite de segunda-feira (25). O modelo é um sedan familiar de quatro portas e cinco lugares, distinto dos esportivos da marca movidos a gasolina. O lançamento ocorreu no dia seguinte a uma exibição que atraiu atenção internacional.
O carro foi mostrado diante do presidente italiano Sergio Mattarella e do papa Leão 14, que aceitou ocupar o banco do motorista em uma demonstração simbólica. O design foi desenvolvido por equipes externas à indústria automotiva, entre elas Jony Ive, Marc Newson e o coletivo LoveFrom.
A recepção entre fãs e analistas foi mista. Memes e críticas à estética surgiram rapidamente nas redes sociais, comparando o Luce a itens fora de mercado ou a modelos considerados feios. A Ferrari não se pronunciou sobre as avaliações negativas.
Repercussão e reação do mercado
Investidores se mostraram céticos: as ações da Ferrari em Milão caíram cerca de 8,4% na terça-feira, após o lançamento. Consultores divergem sobre o impacto da estética na demanda futura, destacando que o esperado é o desempenho de vendas.
Fontes próximas à Ferrari apontam que o objetivo do Luce é ampliar a visibilidade da marca na era elétrica, ainda que não se espere um grande volume de vendas do modelo. A estratégia prioriza reposicionamento tecnológico e de marca.
Análises de especialistas
Consultores ouvidos pela imprensa indicam que o Luce funciona como uma “declaração” de tecnologia, com resultados incertos no curto prazo. Segundo analistas, pedidos serão determinantes para medir se o risco valeu a pena, dada a ruptura com o DNA tradicional da Ferrari.
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