O primeiro Ferrari 100% elétrico, o Luce, foi apresentado na terça-feira (27) e chega ao mercado com preço inicial de €550 mil, cerca de R$ 3,2 milhões. A divulgação gerou reação negativa entre fãs, analistas e o ex-presidente da marca; ações caíram na bolsa de Milão e Nova York.
O retorno de Montezemolo foi contundente. Ele sugeriu, sem citar diretamente, que o modelo pode afectar a imagem da Ferrari caso não haja cuidado com o símbolo da marca. O comentário ocorreu durante passagem por um evento em Roma.
Na rede social, críticas ao visual dominaram. Usuários compararam o Luce a aspiradores de pó e a design de Homer Simpson, enquanto alguns elogiaram o interior. Especialistas destacaram que a ausência de motor no capô exige maior altura do veículo, afetando a elegância.
Preço e reação do mercado
O Luce possui quatro portas, cinco lugares e quatro motores elétricos, com potência total de 1.000 cv. Acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e tem autonomia superior a 529 km. O design foi desenvolvido com a LoveFrom, de Jony Ive.
O CEO Benedetto Vigna afirmou que o projeto levou meia década para ficar pronto e defendeu a ousadia como sinal de liderança tecnológica da Ferrari. Em Roma, ele ressaltou o desafio de inovar diante de novas tecnologias.
O lançamento ocorre em um momento de reconfiguração do setor. Dados da IEA indicam 20 milhões de elétricos vendidos globalmente no ano passado, mas algumas montadoras reduziram planos de eletrificação. A Ferrari revisou metas para 2030, reduzindo a participação de veículos elétricos na linha.
Contexto de mercado e percepções
Membros do setor apontam que a opinião pública está dividida entre quem vê o Luce como avanço gráfico e quem o julga desalinhado com a identidade da marca. O tempo dirá se a aposta elétrica da Ferrari manterá o apelo histórico da marca.
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