Na Amazônia Legal, o mercado de trabalho formal de maior qualificação está fortemente ligado ao setor público, especialmente aos governos estaduais. Estudo recente do Amazônia 2030 aponta que mais de 67% dos trabalhadores com ensino superior atuam no Estado, contra menos de 43% no restante do país.
A pesquisa usa dados da Rais de 2018 para mapear o emprego formal. O setor privado formal representa apenas 12,7% da população na região, vs. 23,1% no restante do Brasil. A presença pública, por sua vez, é concentrada na administração direta, com menor participação de militares e estatais.
Protagonismo dos governos estaduais
Entre quem tem ensino superior, 42,5% trabalham no setor público estadual na Amazônia, enquanto no restante do país a participação é de 33,1%. A função administrativa absorve 29,2% dos formados, quase triplicando a média nacional de 10,2%.
Salários e atratividade do setor público
O salário mediano de quem tem ensino superior é significativamente maior no setor público da Amazônia: R$ 4.808, ante R$ 2.994 no privado em 2018. No país, a diferença fica em 27,5%. O estudo aponta prêmio salarial público com 46,0% a mais na região e 55,7% entre governos estaduais, frente ao privado.
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