O diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que a instituição não permitirá que a alta de preços provocada pela guerra entre EUA e Irã vire inflação em 2028. A declaração foi feita durante o evento Pine Macro Day, na sede do Banco Pine, em São Paulo, nesta quinta (28).
David destacou que as expectativas de inflação de curto prazo têm reverberado para 2027 e 2028, e disse que o BC trabalha para cumprir a meta. Segundo ele, o ciclo de política monetária é incerto, mas há compromisso com o controle da inflação.
O dirigente informou que a política monetária conseguiu reduzir ligeiramente a aceleração da atividade econômica. Mesmo com o mercado de trabalho apertado, as expectativas de inflação, ainda impactadas pela guerra no Oriente Médio, permanecem abaixo dos picos recentes.
Ele relembrou que, no ano anterior, houve um comportamento incomum, com a inflação implícita ficando abaixo do esperado pelo Focus para um ano à frente, e isso se manteve até o início do conflito em fevereiro. Em relação ao endividamento, o BC entende que o aperto monetário tem influenciado o peso da dívida de famílias e empresas.
David afirmou que, com o endividamento elevado, a economia tende a ficar mais sensível à política monetária, fortalecendo o efeito das medidas adotadas pelo BC para manter a inflação sob controle.
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