Em meio a críticas, a Ferrari defende o novo carro elétrico Luce, apresentado como parte da estratégia de expansão da marca para além dos motores a combustão. O modelo gera debates sobre design, preço e alinhamento com a tradição da Ferrari.
O Luce foi apresentado na segunda-feira em Roma, com preço de 550 mil euros. A montadora abriu os livros de pedidos na terça-feira e prevê divulgar números oficiais de demanda em julho, quando também divulgará resultados do segundo trimestre.
Durante evento em Modena, o CEO Benedetto Vigna afirmou que há interesse de clientes novos e existentes pelo veículo elétrico. Ele sustentou que a Ferrari não pretende copiar outros modelos do mercado e destacou que o Luce amplia a linha de produtos da marca.
A empresa mostrou o Luce a 1.600 clientes na apresentação de Roma, entre segunda e terça-feira. A expectativa é que o executivo forneça dados de pedidos em julho, após o fechamento do trimestre.
A reação do mercado não foi uniforme: as ações da Ferrari caíram mais de 8% na terça-feira, diante das críticas ao design e à proposta do veículo. Na quarta, as ações quase não oscilaram, e houve leve recuperação na quinta-feira.
Vigna reiterou que o Luce é um complemento à linha, sem substituir modelos com motor a gasolina ou híbridos. Segundo ele, o preço refletiria o custo de inovação do veículo e o posicionamento da marca no segmento de elétricos de alto desempenho.
O modelo tem gerado dúvidas sobre o que o Luce representa para a identidade da Ferrari. Ainda assim, a montadora mantém a aposta em oferecer novas opções elétricas sem abandonar a tradição de desempenho e luxo.
A Ferrari afirma que a estratégia envolve manter uma gama diversificada, com veículos movidos a gasoline, híbridos e elétricos, para atender diferentes perfis de clientes e mercados globais.
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