O desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, ante 5,3% no mesmo período do ano anterior. O dado, divulgado pelo IBGE, ainda aponta proximidade com o menor nível da série histórica, de 5,7% registrado no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2023.
Segundo a pesquisa, o número de pessoas procurando emprego cresceu, totalizando 1,6 milhão no período. A população ocupada ficou estável, em 89,4 milhões, em relação ao trimestre anterior.
Enquanto isso, a renda média real do trabalhador atingiu R$ 3.732, o maior valor já registrado na série histórica iniciada em 2012, com alta de 4,4% frente ao mesmo trimestre de 2024.
Contexto e desdobramentos
A taxa de desocupação entre jovens variou conforme o grupo etário: 17,4% para 14 a 17 anos e 15,4% para 18 a 24 anos. Entre trabalhadores de 25 a 39 anos, ficou em 6,4%, e entre 40 a 59 anos, em 4,4%.
A população ocupada por conta própria atingiu 24,4 milhões, alta de 2,4% em um ano, enquanto a ocupação com carteira assinada somou 33,4 milhões, crescimento de 0,4%. A taxa de informalidade manteve-se em 39,4%, correspondente a 35,2 milhões de trabalhadores informais.
O estudo do IBGE indica ainda que a melhora na renda média está relacionada ao aumento do salário médio real, que passou a ser de R$ 2.583, também recorde para a série. A pesquisa é baseada em amostra de cerca de 211 mil domicílios no país.
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