O Luce, primeiro carro elétrico da Ferrari, foi apresentado no início desta semana. A empresa divulgou o modelo com quatro motores elétricos, autonomia acima de 482,8 km e velocidade máxima de 305,7 km/h. O lançamento marca a entrada da marca italiana no segmento de família de alto luxo.
Fãs e especialistas passaram a comentar o projeto. Críticos destacaram o alto preço e a impressão estética do veículo, comparando-o a conceitos pouco semelhantes ao DNA da Ferrari. A imprensa automotiva também chamou a atenção para o choque entre a tradição da marca e a proposta elétrica.
No dia seguinte à revelação, as ações da Ferrari caíram mais de 8% na bolsa de Milão, refletindo repulsa de parte do mercado. Observadores atribuíram o recuo à percepção de que o Luce não transmite a mesma sensação de exclusividade associada à marca.
Reação e críticas ao design
Comentários de veículos e especialistas apontaram que o modelo parece mais próximo de um utilitário de alta renda e menos de um supercarro esportivo. A comparação com o Nissan Leaf foi citada por veículos de imprensa europeus para ilustrar o contraste.
A Auto Express chegou a classificar o Luce como o que seria o “carro da Apple que ninguém queria”, em referência ao conceito de design e ao preço elevado de cerca de US$ 640 mil. Analistas destacaram o desafio de manter a identidade da Ferrari com a transição elétrica.
O executivo Horst Schneider, do Bank of America, ressaltou que a reação crítica foca se o Luce ainda entrega a experiência de dirigir uma Ferrari. Mesmo com críticas, ele aponta que o portfólio da marca pode mitigar impactos, mantendo o foco em uma linha de produtos variada.
O envolvimento de figuras públicas italianas e internacionais apareceu nos debates. O ministro italiano dos Transportes, Matteo Salvini, comentou a preços elevados, chamando o custo de desproporcional para o visual apresentado. A conversa destacou o impacto da precificação no apelo do lançamento.
Características técnicas e contexto
Entre as inovações, o Luce oferece quatro motores elétricos e vibrações sonoras artificiais para simular o ronco de motor. A proposta busca manter a experiência Ferrari dentro de um veículo com configuração de cinco lugares.
O anúncio também enfatiza recursos tecnológicos, como sistema de tração avançada e pacotes de performance, alinhados à estratégia da marca de ampliar sua linha sem abandonar o DNA esportivo. A divulgação não alterou o foco da Ferrari na missão de inovar sem abandonar a tradição.
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