O governo de Minas Gerais reabriu o prazo para propostas de compra da Copasa, companhia de saneamento mineira. O novo limite é até 3 de junho de 2026, com preço mínimo de 47,23 por ação. A medida visa ampliar a concorrência após lances considerados abaixo do esperado.
A mudança possibilita que investidores de referência que não participaram da fase inicial apresentem novas propostas ou alterem as já protocoladas. Investidores como Aegea Saneamento e Equatorial Energia já haviam participado.
Na véspera, 27 de maio, as ações da Copasa fecharam em 50,75. Com a reabertura, propostas podem ser ajustadas ou retiradas pelas empresas já envolvidas. O governo já havia sinalizado interesse em atrair maior competição.
Preço mínimo e condições
A divulgação do valor de referência oficial passa a orientar as propostas, na tentativa de elevar os valores apresentados na primeira fase. O regulamento também reduziu levemente a quantidade de ações adicionais ofertadas.
Segundo o aviso ao mercado, 46.737 ações ordinárias da Copasa pertencentes ao Estado estão indisponíveis por bloqueios judiciais. A operação segue com o bookbuild para definição de preço.
Risco de venda pulverizada
O governo avalia a possibilidade de venda pulverizada caso a competição seja insuficiente. Sem um investidor âncora, o Estado poderia reduzir sua participação por meio de oferta subsequente, sem transferir o controle para um único grupo.
O encerramento do bookbuilding e a fixação do preço por ação na B3 está previsto para 11 de junho. A operação busca oferecer condições estáveis para a privatização da Copasa.
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