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Mandados contra PCC atingem Faria Lima e Cidade Jardim

Operação Fluxo Oculto mira PCC; 59 mandados em cinco estados revelam fintechs atuando como bancos paralelos e desvio de nafta, com movimentação superior a R$ 26 bilhões

Investigação do GAECO e Receita Federal revela como instituições de pagamento foram usadas como "bancos paralelos" para ocultar lucros do setor de combustíveis e lavar dinheiro
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Na manhã desta quinta-feira, a Operação Fluxo Oculto cumpriu 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados. A ação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal e mira uma organização ligada ao PCC envolvida em lavagem de dinheiro, fraudes e sonegação fiscal no setor de combustíveis e fintechs.

Segundo as investigações, seis novas fintechs atuavam como bancos paralelos para a facção. O foco incluiu desvios de nafta petroquímica, produto utilizado pela indústria química e petroquímica, com destino irregular a postos e distribuidoras de combustível.

Entre os alvos estão instituições financeiras na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Outras operações ocorreram em Alphaville, Cidade Jardim e no Rio de Janeiro, em bairros com forte presença empresarial e imobiliária.

Na capital paulista, a Ello Gestora de Recursos Ltda figura entre os endereços de busca. Em Alphaville, a América Payment S.A. entrou na lista de alvos. Já no Rio, empresas do grupo Smart Solutions tiveram mandados cumpridos na Barra da Tijuca.

Outros alvos aparecem em São José do Rio Preto, no interior paulista, com empresas como Ceopag Instituição de Pagamento, Ceopar, Fundopay S.A. e XBR Participações. O Grupo Sispay teve endereços na região do Itaim Bibi, em São Paulo.

O Grupo YAW também foi impactado pela operação, embora o endereço do mandado não tenha sido divulgado. A polícia e o MP apontam que instituições financeiras eram usadas para compensações entre distribuidoras e postos, além de ocultar pagamentos de colaboradores.

A investigação aponta que, entre 2022 e 2025, o conjunto de fintechs movimentou mais de 26 bilhões de reais. O MP afirmou ainda que parte dos recursos circulou por meio de contas bolsão para centralizar recursos.

A blindagem patrimonial era facilitada pela chamada estrutura opaca das fintechs, associada a falhas de compliance e baixa obrigatoriedade de declarações fiscais. O total de recursos sob investigação supera o patrimônio de centenas de milhões.

Em nota, a YAW Instituição de Pagamento informou não possuir registros de processos criminais ou envolvimento em ilícitos, destacando programa de compliance e atuação responsável. A CNN Brasil entrou em contato com as demais empresas para posicionamento.

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