O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentaram a versão preliminar do PDE 2035, em consulta pública realizada entre fevereiro e março. O plano orienta o planejamento energético brasileiro para a década, sinalizando caminhos para o setor privado.
O PDE 2035 prevê alta na demanda por energia elétrica, com consumo anual médio de 3,3% até 2035. A projeção acompanha crescimento regional: Nordeste tende a 3,7% ao ano; Sudeste/Centro-Oeste, 3,1%.
Setorialmente, o comércio e serviços aparecem como o principal motor, com 4,7% de expansão anual. Residencial deve crescer 3% ao ano, e indústria, 2,8%.
Demanda de energia e investimentos
Para atender a esse aumento, o PDE estima investimentos de R$ 374 bilhões em geração centralizada e R$ 106 bilhões em geração distribuída ao longo do período. Ao todo, são 110 GW de nova capacidade instalada, elevando o parque de 249 GW para 359 GW em 2035.
A participação das hidrelétricas tende a cair, de 44% para 32% da capacidade instalada. Ao mesmo tempo, a micro e minigeração distribuída (MMGD) deve subir de 40 GW para 78 GW, passando de 16% para 21,8% da matriz.
Expansão da transmissão e transformação da matriz
A infraestrutura de transmissão receberá foco adicional. O SIN deve crescer de cerca de 200 mil km para 230 mil km em dez anos, acompanhando novas linhas e subestações. Os investimentos previstos somam quase R$ 117 bilhões, fortalecendo integração de fontes renováveis e o escoamento regional.
O PDE preliminar indica que o Brasil seguirá expandindo de forma significativa a matriz elétrica, com demanda crescente e investimentos expressivos em geração e transmissão.
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