Katharine Neiss, economista da PGIM, avalia o impacto dos dados de inflação na política do Banco Central Europeu. Nesta terça-feira, indicadores de França e Espanha mostraram alta acelerada dos preços ao consumidor, chegando ao ritmo mais rápido desde 2024. A pesquisadora aponta que esse cenário aumenta as chances de aperto monetário.
Segundo a leitura de Neiss, o cenário-base é de alta de 25 pontos-base na reunião do BCE de junho. A analista destaca que a inflação nas duas maiores economias da zona do euro reforça pressão para encaminhar a taxa de juros para território mais restritivo neste semestre.
O relatório de PGIM analisa como o aumento de preços em França e Espanha pode influenciar a condução da política monetária europeia. Dados de inflação mais forte que o esperado costumam ampliar a percepção de riscos de persistência inflacionária na região.
Perspectiva para a reunião de junho
A mensagem central é que o BCE pode manter o compasso firme ao revisar as projeções de inflação e crescimento. A decisão permanece sujeita a evoluções de dados, sobretudo de inflação agregada na zona do euro e de sinais de desaceleração econômica.
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