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Real deixou de ser moeda de hedge geral, diz diretor do BC

Real deixa de ser moeda de hedge geral, diz diretor do Banco Central; juros restritivos mantêm o real ligado ao humor do mercado e ao risco de estrangeiros

Nilton David, diretor de política monetária do Banco Central — Foto: Reprodução/LinkedIn
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O Banco Central explicou que o real deixou de funcionar como hedge generalizado no mercado de câmbio, tendência destacada pelo diretor de política monetária Nilton David. A afirmação foi feita durante o Pine Macro Day, em São Paulo.

David destacou que o real costuma servir como pivô de balanceamento de risco para gestores externos, refletindo o humor do mercado. Segundo ele, essa característica ficou mais evidente nos últimos tempos.

O diretor ressaltou que o regime de juros atual é restritivo, o que reforça a mudança de função da moeda brasileira. O real teve baixa volatilidade ao redor do tarifaço e, mais recentemente, diante do conflito no Oriente Médio.

Análise de mercado e perfis de investidor

Em relação aos investidores, David apontou que estrangeiros continuam relevantes, assumindo riscos maiores, mesmo com participação de apenas 10% da dívida. Eles respondem por parcela expressiva do risco de juros da dívida.

Para o investidor local, a situação é diferente. O diretor destacou que o apetite por risco na parte longa da curva é menor entre os brasileiros, que evitam posições de maior duração.

David também mencionou que os fundos multimercados perderam parte relevante de ativos nos últimos anos, recuando quase pela metade em um período de seis anos.

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