Tubacex afirmou manter operativa a fábrica de tubos sem solda em Abu Dhabi, situada no estreito de Ormuz, mesmo diante de tensões entre Irã e EUA que afetam o tráfego marítimo global. A planta funciona com um estoque de segurança de matéria-prima para assegurar a continuidade da produção.
A empresa informou que estuda rotas alternativas para o recebimento de equipamentos, parte fabricados na Europa, para atender o pedido de 1 bilhão de dólares da ADNOC, o grupo petrolífero dos Emirados Árabes. A unidade emprega 150 trabalhadores e já recebeu investimentos de cerca de 100 milhões de dólares.
A operação local, que visa entregar tubos sem solda para extração de gás, tem enfrentado atrasos nas entregas e na faturação devido ao contexto geopolítico. A Tubacex também enfrenta impactos em outros clientes, como a Petrobras, diante da incerteza mundial.
Nova formação no conselho e participação acionária
A assembleia de acionistas aprovou a entrada de Ángel Soria Vaquerizo no conselho de administração, representando Torre Rioja, segundo maior acionista com participação superior a 5%. A relação entre Torre Rioja e Aristrain, principal investidor com mais de 11%, ficou acordada para atuar como uma única voz no conselho.
Manuel Moreu, presidente, destacou que a presença de dois acionistas relevantes no colegiado reforça a representatividade acionária sem influenciar a gestão operacional diária. A governança passa a contar com doze membros, ampliando o espaço para decisões estratégicas.
A empresa aprovou o pagamento de dividendos de 0,05 euros brutos por ação, com base no resultado líquido ajustado de 15,9 milhões de 2025, mantendo o payout de 40%. O lucro consolidado foi negativo em 47,2 milhões, por ajuste contábal de depreciação, sem efeito de caixa.
Perspectivas e carteira de pedidos
A Tubacex encerrou 2025 com uma carteira de pedidos de 1,202 bilhões de euros. A companhia pretende diversificar a exposição ao petróleo e gás, que hoje representa 89,4% das receitas, e buscar oportunidades nos setores nuclear, defesa, automotivo e aeroespacial.
Josu Imaz, CEO, ressaltou a assinatura de um acordo coletivo de cinco anos até 2029, visando estabilidade trabalhista. A empresa permanece concentrada em ampliar participação em áreas de alto valor agregado, mantendo foco na execução de contratos estratégicos.
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