O PIB brasileiro registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os últimos três meses de 2025, segundo dados do IBGE. Agropecuária cresceu 2%, à frente de indústria (1%) e serviços (0,5%). O resultado aponta impulso sobretudo pelo desempenho da agropecuária, com o periodo coincidente à safra de grãos.
Na prática, o avanço da agropecuária foi a maior variação desde o 1º trimestre do ano passado, quando o setor teve expansão expressiva de 15,8%. O conjunto da economia permanece guiado pela oferta, com o principal peso ainda nos serviços, que respondem por cerca de 70% do PIB.
A divulgação acontece em meio a sinais de recuperação do mercado de trabalho e a medidas de estímulo adotadas pelo governo federal, como liberação de crédito, reajuste do salário mínimo e isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5.000,00. Esses fatores ajudam a manter o consumo e os investimentos em alta.
Contexto macroeconômico e impactos
Espera-se que a inflação tenha sido influenciada pela escalada dos preços internacionais de petróleo, decorrente da guerra no Irã, elevando custos de combustíveis no país. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias segue em trajetória de alta, com juros ainda elevados para conter a inflação, o que pode frear o ritmo de consumo e de investimentos.
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