A busca por estágios de verão está cada vez mais difícil em função do avanço da inteligência artificial. A história de Katelyn Watterson, estudante da American University, ilustra o cenário. Ela passou um verão trabalhando para uma marca de beleza em Nova York e recebeu uma proposta de emprego pós-graduação durante um encontro no Plaza Hotel. Hoje, ela construiu uma carreira em marketing e lidera a agência Fifty Six, criada em 2020.
Ao longo dos anos, Watterson dividiu seu tempo entre mentorar estagiários e gerir a própria empresa. Em determinado momento, ela chegou a coordenar até oito estagiários, ajudando-os a concluir tarefas e a entender limites profissionais. A prática de acompanhar pendências tomava tempo e energia significativos.
Para a empreendedora, o desafio se acentuou com o avanço da IA, capaz de executar parte das atividades que antes dependiam de estagiários. Sistemas automatizados passaram a executar tarefas de forma mais rápida, alterando o ritmo e a natureza do trabalho de mentoria.
Desdobramentos no mercado de trabalho
A evolução tecnológica altera o papel dos estágios de verão e de entrada. Empresas recorrem cada vez mais à IA para tarefas administrativas e de rotina, reduzindo a necessidade de mão de obra júnior.
Impacto para jovens profissionais
Observa-se uma maior pressão por resultados rápidos e por habilidades técnicas específicas. Executivos de empresas antecipam ajustes na formação e no recrutamento para se adaptarem ao uso de ferramentas de IA.
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