O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), vinculada ao Ministério da Fazenda. O resultado ficou acima das projeções do governo e alinhado com o mercado. O impulso veio principalmente da demanda doméstica, com consumo das famílias e investimentos em destaque.
A SPE apontou que a composição do crescimento surpreendeu positivamente no setor industrial, enquanto agropecuária e serviços ficaram aquém do esperado. A absorção doméstica foi o motor da atividade no início do ano, apesar da queda nas exportações.
O consumo das famílias avançou 1,0% no trimestre, e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 3,5%, após retração no fim de 2025. A SPE atribuiu o desempenho à resiliência do mercado de trabalho, com renda em alta, mais empregos formais e desemprego baixo.
Perspectivas e impactos
A SPE informou que o setor externo fez contribuição negativa, com queda de exportações e elevação das importações. Assim, o ganho veio principalmente da demanda interna, compensando menor abertura do comércio exterior.
A Fazenda mantém expectativa de desaceleração para os próximos meses, prevendo menor crescimento no 2º e 3º trimestres e uma recuperação apenas no fim do ano, acompanhando a atuação da política monetária.
Mesmo com o resultado positivo no 1T, a projeção oficial para 2026 permanece em alta de 2,3% do PIB, segundo a SPE, que ressaltou a importância da demanda interna para sustentar a atividade.
Entre na conversa da comunidade