O relatório Global EV Outlook, da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta que as vendas de carros elétricos devem alcançar 23 milhões até o fim de 2026, o que representa quase 30% de todos os automóveis vendidos mundialmente. O conjunto de dados indica crescimento contínuo mesmo com queda global no primeiro trimestre.
Na produção, as fabricantes chinesas responderam por 60% dos elétricos vendidos no ano anterior, enquanto europeus e norte-americanos somaram aproximadamente 15% cada. A pesquisa destaca que a redução de custos está deixando os EVs mais competitivos, estimulando a demanda em mercados-chave.
No início de 2026, as vendas globais caíram 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, porém algumas regiões registraram fortes avanços. A América Latina, por exemplo, teve crescimento de 75%, segundo o estudo.
Até 2035, a frota global de EVs deve chegar a 510 milhões, elevando-se de mais de 430 milhões de veículos de quatro rodas hoje, considerando apenas carros elétricos, sem incluir dois- e três-ruas.
Brasil em foco
Para Milad Kalume Neto, sócio da K.Lume Consultoria, o Brasil ainda está em fase de descoberta e aquecimento do mercado. Ele aponta que a demanda passará a depender da oferta de marcas que atendam com capilaridade, peças de reposição e serviço de qualidade.
A análise de Kalume Neto revela que a soma de híbridos e elétricos no Brasil cresceu 26,2% entre 2024 e 2025. No primeiro quadrimestre de 2026, o aumento foi de quase 124% na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo o especialista, há expectativa de alta de 23% a 25% no Brasil, seguida de queda gradual, mantendo o padrão de consumo de veículos híbridos. A tendência indica que o mercado pode se estabilizar conforme infraestrutura e serviços evoluírem.
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