O Porto de Itajaí fechou convênio com a Univali e a Autoridade Portuária Federal para realizar estudo técnico sobre a remoção dos destroços do Navio Pallas. O naufrágio ocorreu há 133 anos, na área do canal de acesso ao complexo portuário.
A meta é ampliar a largura da bacia de evolução nº 2, de 500 para 530 metros, facilitando manobras de embarcações de grande porte. Também pretende aprofundar o canal de acesso para até 16 metros, dois metros a mais que hoje. A intervenção é para aumentar segurança e produtividade.
A iniciativa recebeu apoio financeiro federal de cerca de R$ 310 mil. O estudo é coordenado por Jules Soto, ligado ao Museu da Marinha e ao Museu Oceanográfico da Univali, e conta com o apoio do IHSC. Teve participação de Iphan e de especialistas em patrimônio.
Contexto histórico do Pallas
Construído em 1891 na Inglaterra, o Pallas era um navio frigorífico usado para transportar cargas perecíveis. Veio a ser sequestrado por Revolução Federalista na Guanabara, indo para o litoral de Santa Catarina.
Regina Santiago, do IPHAN em SC, enfatiza que intervenções no sítio arqueológico devem seguir rigor técnico e proteção patrimonial. A ideia é preservar vestígios, com aprovação de órgãos competentes, minimizando danos.
Segundo especialistas, o navio ainda abriga valor histórico, apesar de ter partes furtadas ao longo do tempo. A retirada total é contestada por alguns, que defendem manter restos submersos em locais protegidos.
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